sábado, 21 de agosto de 2010

ESPREITAR

A TATE Modern apresenta, até 3 de Outubro EXPOSED - Voyeurism, Surveillance and the Camera.
"Beginning with the idea of the 'unseen photographer', Exposed presents 250 works by celebrated artists and photographers including Brassaï's erotic Secret Paris of the 1930s images; Weegee's iconic photograph of Marilyn Monroe; and Nick Ut's reportage image of children escaping napalm attacks in the Vietnam War. Sex and celebrity is an important part of the exhibition, presenting photographs of Liz Taylor and Richard Burton, Paris Hilton on her way to prison and the assassination of JFK. Other renowned photographers represented in the show include Guy Bourdin, Henri Cartier-Bresson, Philip Lorca DiCorcia, Walker Evans, Robert Frank, Nan Goldin, Lee Miller, Helmut Newton and Man Ray. "

sábado, 14 de agosto de 2010

ROTURA

Rotura e Desconversão é o título da exposição internacional patente no Museu Nacional de Arte em Maputo até 3 de Outubro.

Filipe Branquinho, Gonçalo Mabunda e Maimuna Adam são alguns dos artistas moçambicanos presentes.

100

O post 100 deste blog tem imagens do fotógrafo Moçambicano Manuel Roberto, há 20 anos residente em Portugal. As suas imagens estão aqui

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PARTIDA

Morreu Ruy Duarte Carvalho
Angolano, escritor, cineasta, antropólogo, ensaísta, foi uma das presenças no Dockanema de 2009, em Maputo.

A notícia do Público aqui

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PRÉMIO

O prémio BES Photo abriu horizontes ao Brasil e África.
"Para a primeira edição desta nova etapa do BES Photo foi já anunciada a constituição do júri, que em Setembro fará a selecção dos três a cinco artistas que serão convidados a apresentar os seus trabalhos, em Lisboa e em São Paulo: o curador, crítico de arte e professor Delfim Sardo, por Portugal; Bisi Silva, a curadora e fundadora-directora do Centro de Arte Contemporânea de Lagos, na Nigéria, por África; e o curador e crítico de arte Ivo Mesquita, pelo Brasil. "
Mais informações podem encontrar-se aqui.


Aqui fica uma exposição virtual da 6ª edição


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

AINDA

E se além de fotografias o relato do que se passa em Paraty fosse feito em desenhos?
Vale a pena "rotinar" o gesto de consultar o flip, ir até ao blog, e até ver a transmissão do que por lá se discute.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

FESTA

Os livros e a literatura fazem, há 8 anos, Paraty receber visitantes especiais. Movem-se de todo o mundo para aquela praia. Já se pode ver o que está a acontecer aqui. O site oficial da Festa Literária Internacional de Paraty tem muito que ler.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

AGOSTO

Diz-se que será por meados de Agosto a exposição bienal do MUVART em Maputo, no Museu Nacional de Arte.
Aguardamos notícias.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

LATINA

A fotografia da América Latina passa toda aqui. Em imagens e reflexões. Maurício Lissovsky fala sobre a história recente da fotografia no Brasil e não só. Pode ler-se aqui

quinta-feira, 22 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PROTEGIDOS

O Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative é um programa filantrópico criado para apoiar artistas emergentes,de valor excepcional, oriundos de todos os pontos do planeta, proporcionando-lhes um ano de colaboração criativa com mestres das diferentes áreas numa relação mentor/protegido. O sul africano Nicholas Hlobo terá como mentor Hanish Kapoor
Aqui está a lista mentores e protegidos de 2010 e as diferentes áreas de trabalho e vídeos das experiências anteriores.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

MOÇAMBIQUE

Em dia de festa pela celebração dos 35 anos de independência de Moçambique, as letras de Patraquim, publicadas no BUALA para ler inteiro aqui

“Mas, afinal, o que é que tu és, a estilar ao italiano?”
“Sforza, seu macua do caniço!”
“Café com leite!”
“E com muito gosto!”
Zefanias soerguia-se do banco e fazia uma vénia.
“Messere Silva, retire-me esta Laurentina choca e sirva-me um galão, um galão equilibrado, metade leite, metade café.”
“Messere, uma porra, ó Zefanias! Queres da tua cor, é isso?”
“Na justa medida”, respondia o nosso homem.

in " A cançao de Zefanias Sforza" de Luís Carlos Patraquim

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SOWETO

Nas "South-West Townships" da cidade de Johannesburg - África do Sul, há 34 anos atrás, uma marcha de estudantes negros chamava a atenção do mundo e iniciava a história da nação arco-iris.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

PENSAR

Quais as implicações das narrativas regionais da arte contemporânea no contexto global? Reflectem uma nova abordagem aos "modernismos múltiplos" ou são outra forma de essencialismo?


A moçambicana Angela Ferreira (Maison Tropical) e o angolano Kiluange Kia-Henda (Projecto Ícaro) são dois dos convidados que falam da sua forma de pensar e de trabalhar, das suas peças e do contexto em que as produzem.

terça-feira, 15 de junho de 2010

CARTIER-BRESSON

Até 28 de Junho, em Nova York no MOMA , mostra
Henri Cartier-Bresson: The Modern Century.
pode ver-se aqui muito da exposição  e  no videos da playlist ouvir-se algumas notas sobre os trabalhos apresentados.


A voz do fotógrafo explica neste vídeo o momento decisivo de cada fotrografia



LISBOA

A Fundação PLMJ apresenta as exposições “Matxaxulana” e “Marrabenta”, dos artistas moçambicanos Ídasse e Pinto, a inaugurar no dia 24 de Junho, às 18H30, no Espaço Fundação PLMJ, em Lisboa.

sábado, 12 de junho de 2010

POP

Taipei Pop Music Center
Taipei, Taiwan, 
Republic of China, 2010
Scheduled Construction, 2014
Type: Pop Music Center

Reiser + Umemoto são os autores do projecto vencedor do concurso internacional.

terça-feira, 8 de junho de 2010

BUALA







Patente, a partir de hoje, 

"Portos de convergência" de Mauro Pinto  na galeria virtual do  BUALA

CANAVIAL



Um canavial em chamas na garagem da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa
O Brilhante Futuro da Cana-de-Açúcar de Kilian Glasner a partir de 18 de Junho.

«Desenho com 5 metros de altura por 42 metros de largura (aproximadamente), a pastel, onde se equaciona de um modo particularmente subtil a actual cadeia de produção da cana-de-açúcar e a escala da sua economia, nomeadamente no que diz respeito à produção de etanol. Mas, de uma forma ainda mais subliminar, podemos ver nesta obra uma referência ao passado, onde se cruzam as histórias do Brasil, de Portugal e de África. Por outro lado, a tradição de intervenção social da história das artes latino-americanas, feita através do muralismo, é um aspecto fulcral desta opção artística.» (in Jornal Próximo Futuro nº4)

sábado, 5 de junho de 2010

CASAS

 
Falemos de Casas, o poema de Herberto Helder serve de mote para a Trienal de Arquitectura de Lisboa que vai ter nova edição em Out/2010. Passeie pelo site da trienal e pelo blog.



Falemos de casas, do sagaz exercício de um poder
tão firme e silencioso como só houve
no tempo mais antigo.
Estes são os arquitectos, aqueles que vão morrer,
sorrindo com ironia e doçura no fundo
de um alto segredo que os restitui à lama.
De doces mãos irreprimíveis.
- Sobre os meses, sonhando nas últimas chuvas,
as casas encontram seu inocente jeito de durar contra
a boca subtil rodeada em cima pela treva das palavras.

Digamos que descobrimos amoras, a corrente oculta
do gosto, o entusiasmo do mundo.
Descobrimos corpos de gente que se protege e sorve, e o silêncio
admirável das fontes –
pensamentos nas pedras de alguma coisa celeste
como fogo exemplar.
Digamos que dormimos nas casas, e vemos as musas
um pouco inclinadas para nós como estreitas e erguidas flores
tenebrosas, e temos memória
e absorvente melancolia
e atenção às portas sobre a extinção dos dias altos.

Estas são as casas. E se vamos morrer nós mesmos,
espantamo-nos um pouco, e muito, com tais arquitectos
que não viram as torrentes infindáveis
das rosas, ou as águas permanentes,
ou um sinal de eternidade espalhado nos corações
rápidos.
- Que fizeram estes arquitectos destas casas, eles que vagabundearam
pelos muitos sentidos dos meses,
dizendo: aqui fica uma casa, aqui outra, aqui outra,
para que se faça uma ordem, uma duração,
uma beleza contra a força divina?

Alguém trouxera cavalos, descendo os caminhos da montanha.
Alguém viera do mar.
Alguém chegara do estrangeiro, coberto de pó.
Alguém lera livros, poemas, profecias, mandamentos,
inspirações.
- Estas casas serão destruídas.
Como um girassol, elaborado para a bebedeira, insistente
no seu casamento solar, assim
se esgotará cada casa, esbulhada de um fogo,
vergando a demorada cabeça para os rios misteriosos
da terra
onde os próprios arquitectos se desfazem com suas mãos
múltiplas, as caras ardendo nas velozes
iluminações.

Falemos de casas. É verão, outono,
nome profuso entre as paisagens inclinadas
Traziam o sal, os construtores
da alma, comportavam em si
restituidores deslumbramentos em presença da suspensão
de animais e estrelas,
imaginavam bem a pureza com homens e mulheres
ao lado uns dos outros, sorrindo enigmaticamente,
tocando uns nos outros –
comovidos, difíceis, dadivosos,
ardendo devagar.

Só um instante em cada primavera se encontravam
com o junquilho original,
arrefeciam o resto do ano, eram breves os mestres
da inspiração.
- E as casas levantavam-se
sobre as águas ao comprido do céu.
Mas casas, arquitectos, encantadas trocas de carne
doce e obsessiva - tudo isso
está longe da canção que era preciso escrever.         

- E de tudo os espelhos são a invenção mais impura.

Falemos de casas, da morte. Casas são rosas
Para cheirar muito cedo, ou à noite, quando a esperança
Nos abandona para sempre.
Casas são rios diuturnos, nocturnos rios
Celestes que fulguram lentamente
Até uma baía fria – que talvez não exista,
como uma secreta eternidade.

Falemos de casas como quem fala da sua alma,
Entre um incêndio,
Junto ao modelo das searas,
na aprendizagem da paciência de vê-las erguer
e morrer com um pouco, um pouco
de beleza.

Herberto Helder, A Colher na Boca. 
Lisboa, Ática, 1961. p. 13-15.  Ou o Poema Contínuo. Lisboa, Assírio & Alvim, 2004. p. 9-12.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

ESPERANÇA

O Festival Belluard Bollwerk International and the Migros Culture Percentage procura projectos artísticos que tratem a ESPERANÇA. até 18/10/2010. Mais informações aqui


At the beginning of the second decade of the 21st century hope seems to occupy centre stage on the political and cultural scene. Though a lot of the time no more than a rhetoric strategy to get people in line on issues like ecological doom, global confusion or political terror, a contemporary understanding of hope might prove to be a useful strategy in constructing a different perspective on our social and artistic attitudes.

Hope in this age is no longer projected upon a distant utopia, a far-away future. We no longer believe in the big ideologies, since we seem to have been sucked up head-over-heels by the all-encompassing musings of capitalism. Instead of dreaming about a bloody revolution, hope situates itself today in the eternal now: in every situation, relation, ethical set-up you commit to.

In other words: hope is about rethinking space and relations, about daring to allow change to happen, however small, in whatever kind of way. A hopeful gesture is one that alters the situation: between me and you, between me and my environment, and in that moment changes both of us.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

BUTHO

Kazuo Ohno, o bailarino japonês que se destacou com um dos principais intérpretes do butô (Butho), morreu em Yokohama, no Japão aos 103 anos.

terça-feira, 1 de junho de 2010

MUNDIAL


O que se passa no país do lado, e o que se passa ao lado do Mundial. Para ler no Jornal Público


"Brancos com medo de negros. Negros com raiva de brancos. Raparigas que trocam sexo por dois euros e não têm coragem de exigir preservativo. Quase seis milhões de seropositivos, sobretudo jovens, sobretudo pobres. Milhões ainda em bairros de lata. Depois do apartheid, a África do Sul viu a verdade. Foi um milagre humano não ter explodido. Mas a reconciliação é urgente. Há homens e mulheres a trabalhar nisso. Desmond Tutu acredita que o país vai dar a volta e o Mundial será um orgulho.
(...)
A Fundação Desmond Tutu HIV, que faz investigação, rastreio e prevenção, lançou esta clínica móvel há dois anos. Em Outubro passado, o próprio arcebispo se sentou lá dentro a fazer o teste. E como ele, antes e depois, mais 15 mil pessoas. Se os mais pobres não vêm à clínica, a clínica vai até eles.
Hoje, a novidade é que também vão os Freshly Ground, banda pop sul-africana. O mundo vai vê-los em breve ao lado de Shakira, a abrir e a fechar o Mundial. E esta manhã, darão a cara pelo Tutu Tester, a partir das dez."

segunda-feira, 31 de maio de 2010

MORTE

Louise Bourgeois morreu hoje no Beth Israel Medical Center em Manhattan, Nova Iorque, aos 98 anos. Uma fortíssima influência sobre várias gerações de artistas, Bourgeois era uma referência na escultura em vários materiais: madeira, aço, pedra ou borracha. Os temas: fortes.
Pode ler-se mais aqui. 




sábado, 29 de maio de 2010

REAJUSTAR


BARALHA - para ver tudo aqui. 

um projecto artístico
uma intervenção comunitária
e a inteligência de ajustar, de reajustar

"Inicialmente o projecto visava a criação de um espectáculo de rua tendo “Romeu e Julieta” de William Shakespeare como tema mas, com o desenvolvimento dos trabalhos, pareceu-me importante dar a conhecer a forma de vida em mutação desta população e a maneira como ela se está a adaptar a esta nova etapa. Presentes em Portugal desde o séc. XV, existem hoje em dia em Portugal cerca de 30 a 50 mil ciganos (segundo fontes diversas) sobre cuja cultura pouco ou nada sabemos. A comunidade cigana da Baralha resistiu a tudo e permanece bastante fechada ao exterior, num momento em que enfrenta um novo e decisivo desafio — a integração imposta em nome do progresso e da vontade política."

JORNAL

Gonçalo Mabunda na imprensa italiana

"E' per aver trasformato in arte l'orrore della guerra che il 29 maggio lo scultore 35enne riceverà il " premio Albatros, sezione Cultura, a Vietri sul Mare (Sa). Un riconoscimento che arriva dopo tante mostre collettive e personali in Europa e negli Usa."

quarta-feira, 26 de maio de 2010

SITE

BUALA.ORG
(EN/FR)

Trata-se do primeiro portal multidisciplinar de reflexão, crítica e documentação das culturas africanas contemporâneas em língua portuguesa, com produção de textos e traduções em francês e inglês.
Buala significa casa, aldeia, a comunidade onde se dá o encontro. A geografia do projecto responde ao desenho da proveniência das contribuições, certamente mais nómada que estanque. A língua portuguesa, celebrada na diversidade de Portugal, Brasil e Áfricas, dialoga com o mundo.
Buala.org pretende inscrever a complexidade do vasto campo cultural africano em acelerada mutação económica, política, social e cultural. Entendemos a cultura enquanto sistemas, comunidades, acontecimento, sensibilidades e fricções. Políticas e práticas culturais, e o que fica entre ambas. Problematizar questões ideológicas e históricas, entrelaçando tempos e legados. No fundo desejamos criar novos olhares, despretensiosos e descolonizados, a partir de vários pontos de enunciação da África contemporânea.
Buala.org concentra e disponibiliza materiais, imagens, projectos, intenções, afectos e memórias. É uma plataforma construída para as pessoas. Uma rede de trabalho para profissionais da cultura e do pensamento. Artistas, agentes culturais, investigadores, jornalistas, curiosos, viajantes e autores, todos se podem encontrar e habitar este Buala.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

DANÇA

Peeping Tom is a Brussels based dance theater group founded in 2000 by Gabriela Carrizo & Franck Chartier. They were immediately joined by mezzo soprano Eurudike De Beul and actor Simon Versnel (Needcompany) and later by dancer Samuel Lefeuvre and dancer/actress Maria Otal.

sábado, 15 de maio de 2010

ECONOMIA

As crises, as soluções, os milagres, os emergentes e os submergentes.
As grandes economias adaptam soluções do Sul para os novos desafios das mudanças.
Para ler aqui, no Próximo Futuro.

Dambisa Moyo e Muhammad Yunus num depoimento sobre Microfinança.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

CHINESES

 'Marilyn Monroe Building' é uma projecto do gabinete de Ma Yansong, arquitecto chinês de 35 anos.


"Pequim será sempre Pequim. Não é copiando fórmulas antigas que se respeita o passado." Os projectos encomendados a Rem Koolhaas, Zaha Hadid, Paul Andreu e outras estrelas mundiais da arquitectura violam a identidade de Pequim? - "O intercâmbio é muito importante. Manhattan também começou de forma internaciona.l" A irreverência do discurso condiz com os sapatos, uns ténis de plástico, às bolinhas brancas e pretas... 


Pode ler-se mais aqui, numa reportagem feita a prósito dos Jogos Olímpicos 2008, e pode ainda ver-se uma entrevista do jovem arquitecto


quarta-feira, 12 de maio de 2010

ARQUITECTURA

"Não acredito em uma Arquitetura ideal, insubstituível; somente em boa e má arquitetura. Gosto de Le Corbusier como gosto de Mies, de Picasso como de Matisse, de Machado como de Eça."
Oscar Niemeyer

segunda-feira, 10 de maio de 2010

PARANGOLÉ

Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de "antiarte por excelência" e uma pintura viva e ambulante. O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas e grafismos, e os materiais com que é executado (tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, palha) a partir dos movimentos de alguém que o vista. Por isso, é considerado uma escultura móvel.
O Parangolé só existe, efetivamente, à medida que a pessoa o veste, dando-lhe outras formas, movimento, desenvolvendo uma linguagem própria àquela estrutura, realizando uma performance, onde vestimenta e corpo se complementam.
Com o parangolé, o artista plástico buscou romper com o espaço entre o objeto-de-arte e o espectador, estabelecendo um outro tipo comportamental de arte-movimento (interação-integração).O Parangolé não pode ser exposto como uma pintura convencional. Ele deve ser não apenas visto mas tocado: e não apenas tocado mas vestido. O corpo compõe com o Parangolé que veste uma unidade sempre nova."O ato de vestir a obra já implica uma transmutação expressivo-corporal do espectador, característica primordial da dança, sua primeira condição"


A dança de quem veste o Parangolé não apenas o revela ao espectador que o não o está vestindo, mas principalmente ao dançarino mesmo que, nesse processo, se revele a si próprio” O Parangolé em si constitui o começo e o fim do círculo, a partir do qual o corpo se faz obra e o dançarino, espectador. Talvez possamos dizer que, quando alguém veste um Parangolé, compõe com ele um novo transobjeto. Assim, oriundo da pintura, e em nome da pintura, o Parangolé rompe com a pintura. Trata-se mesmo, uma vez que extrapola do âmbito da visibilidade para o da tactibilidade, de uma antipintura. Nem o seu modo de produção nem o seu modo de exposição nem o seu modo de fruição pertence a qualquer das belas artes tradicionais.

CNN

A Feira de Jo'burg e outras manifestações que falam da arte africana, vistas pela CNN


e o pimeiro leilão de arte africana em Nova York

domingo, 9 de maio de 2010

CIDADES

Para judar à reflexão sobre o destino da cidade, vale a pena ler o que outros pensam. O artigo completo do Financial Times está aqui.

"The metropolis inspires awe and fear but also desire – it attracts and it repels. But with an estimate from the London School of Economics that 75 per cent of the world’s population will be urbanised by 2050 – compared with 50 per cent today – the future of the city is the future of the world. (...)
But these big cities have their own problems. Paris has failed to integrate its working-class estates beyond the Périphérique ring road, while Manhattan has become so gentrified that it is now largely a place for the wealthy. Berlin, meanwhile, is cheap and bohemian, but not quite a world city, its wonderful self-deprecation embodied in its catchphrase “Poor – but sexy”."

quinta-feira, 6 de maio de 2010

ILUSÕES

Uma das possibilidades da video-dança:
iludir o olhar, trocar-nos as voltas, fazer-nos reparar no movimento

quarta-feira, 5 de maio de 2010

DEMOLIÇÕES

More than 75 artists have moved into a condemned housing block in north London, transforming its empty rooms and flaking walls into vibrant works of temporary art. On the eve of their public show – which lasts for one day only before the bulldozers move in – artists and former residents give us a final, lingering look around


terça-feira, 4 de maio de 2010

BORDERS


Invisible Borders 2010 

Lagos to Dakar

para ver aqui

The 2nd edition of “Invisible Borders” is set to kick off. IB 2010 sees 11 Nigerian photographers and a film maker on a road trip from Lagos passing through Cotonou, Lomé, Accra, Abidjan, Bamako and finally arriving in Dakar. This year’s trip is anchored to the Biennale of Contemporary African Art of Dakar (Dak’Art 2010) scheduled to take place from the 7th of May to the 7th of June 2010. The IB team begins the journey on the 23rd of April and is scheduled to be back in Lagos by 18th of May 2010. 


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Barthélémy



Barthélémy Toguo nasceu nos Camarões em 1967.


Faz desenhos, pinturas, esculturas, intalações.

Faz arte. Muitíssima. 
E faz mais que isso.
Vale a pena conhecer o projecto Bandjoun station


"Aware of the double dilemma of being on the one hand unable to protect Africa’s classical and contemporary artistic heritage, and yet keen to undertake an ambitious cultural project, I decided to use most of the money I have I earned through my work as an artist to set up "Bandjoun Station", a ... a non-profit-making project of entirely personal inspiration in terms of concept, construction, production and implementation.

We Africans do not have the ‘luxury’ of surrender, of whining and waiting, in spite of the enormous number of obstacles encountered by Africa and her diaspora. It is essential that we find OUR OWN solutions in all areas, whether agriculture, healthcare, economy, culture, politics, education or sport. In order to do that our African countries must set up a large number of vibrant and innovative structures in order to stimulate creativity and the desire for culture, as well as to develop the practical side and bring projects to fruition."









domingo, 25 de abril de 2010

SPIER



Até 14 de Maio, em Cape Town
a bienal Spier Contemporary 2010


Sean O'Toole escreve em Mahala sobre a exposição.

101 artistas residentes na África do Sul podem ver-se aqui


Brett Murray, Culture

sábado, 24 de abril de 2010

OUTROS



Ocupar espaços,
reclamar atenções, 
conquistar públicos.

Há mais quem faça. 
E há muito quem goste





Esta é a aparição do anjo. A história conta-se aqui.






No blog há muito mais que ver.

terça-feira, 13 de abril de 2010

CASA COIMBRA





A Casa Coimbra, com os seus três pisos de habitações, era famosa pelo grande armazém têxtil que ocupava o rés-do-chão e a sobre-loja. Nas montras envidraçadas da frontaria e da entrada do edifício, expunham-se fatos de homem e senhora, tecidos, luvas, e outros acessórios de vestuário e alfaiataria. A Casa Coimbra era, no circuito comercial da baixa, a casa de referência da moda da época.


O edifício, um exemplar da arquitectura do Estado Novo construído em meados do século XX, foi adquirido recentemente pelo Banco de Moçambique e deverá ser demolido muito em breve dando lugar a uma nova construção de mais de vinte pisos.

Reutilizar edifícios ou áreas, construir novas histórias em espaços que fazem já parte da história, preservar memória e “documentos” que possam atestar essa memória, são responsabilidades do estado e das organizações da sociedade. Os artistas, os cidadãos anónimos, ou outros grupos, mais ou menos organizados, têm por isso o direito e a obrigação de intervir e de opinar sobre o destino da sua cidade e dos elementos que a compõem.

O projecto "Ocupações temporárias" tem a sua génese ligada a este edifício. Desde sempre a possibilidade de ocupar a loja da Casa Coimbra nos fascinou, por isso solicitamos ao  proprietário a sua utilização, explicando o carácter temporário da mesma.

“(…)Os locais de exposição serão espaços alternativos, espalhados pela cidade e que constituem um roteiro pela cidade e pela sua arquitectura. Gostaríamos de integrar o espaço da Casa Coimbra neste evento e de expor trabalho (desenho) do artista Celestino Mudaulane. Esta escolha prende-se não apenas com o espaço em si (que sabemos está degradado e em vias de sofrer uma intervenção), mas também com a inclusão num roteiro pela baixa da cidade. (…)”

A resposta tardou (chegou após a inauguração da exposição),e foi negativa.

" Matola, 23 de Março de 2010 
Exmos Senhores
Ocupações Temporárias 
Assunto: “Parceria para Exposição” 

Acusamos a recepção da Vossa nota, Refª nº  OT20 – 10/006 de 16 de Fevereiro, solicitando a inclusão do espaço Casa Coimbra num roteiro de exposição na baixa da cidade, nomeadamente para expor trabalhos do artista Celestino Mudaulane.
O Banco de Moçambique tem como Política de acção o apoio a iniciativas culturais que visam promover e desenvolver a nossa cultura. Esta iniciativa mereceu neste âmbito a nossa melhor atenção e apraz-nos felicitar a Organização, porém lamentamos não poder acolher a exposição no espaço da Casa Coimbra (…).”

A chamada de atenção para a questão da preservação do património, da discussão pública da sua classificação e utilização, eram o objectivo da intervenção do artista Celestino Mudaulane. A Casa Coimbra era o local escolhido. A impossibilidade de ocupação daquele local não resolveu as questões existentes. Por isso a ocupação “Casa Coimbra” foi realizada num espaço em condições de demolição eminente, de grande acessibilidade para o público e numa zona nobre da cidade.

Agradecemos aos proprietários da ruína da Av. Eduardo Mondlane a disponibilidade e o apoio às “Ocupações Temporárias 20.10”

Fotografias:
Mauro Pinto (cor) e Filipe Branquinho (preto e branco)