sexta-feira, 30 de setembro de 2011

MAHALA


O jornalista Dave Durbach do site Mahala esteve em Maputo, viu a cidade, os jogos, os negócios e assistiu à inauguração das "Ocupações Temporárias 20.11". Pode ler-se tudo aqui


"Significantly, Mozambique's hosting of the continental showcase signifies the country ongoing evolution -  from (1) being occupied by European and South African interests, to (2)reflecting this occupation trough events such as Ocupações Temporárias an to (3) ultimately hosting (a big difference to being occupied by) the rest of the continent - including its top athletes, dignitaries and journalists."

domingo, 25 de setembro de 2011

GRAFFITI

 ShotB Hontm, hoje e amanhà ocupou de uma forma inédita a Avenida OUA na inauguração das "Ocpações Temporarías 20.11, deixando aos peões toda a prioridade.

Esta intervenção que ocupa 200m de um muro nos limites da cidade, não se encontra estática, fechada, terminada, está em curso, em construção. Com esta intervenção Shot-B retoma a tradição do muralismo, muito usada por nomes grandes das artes moçambicanas, como é o caso de Malangatana, também retratado no mural. Esta obra é a afirmação de uma nova geração que não rompe com os legados nem com as memórias, mas que numa linguagem própria relata o presente e exige visibilidade que é ao mesmo tempo um desejo de futuro, num discurso directo para um público assumidamente eclético.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

CORPO

"A primeira série problematiza o “regime de prevenção”, regime esse marcado pela inevitável constatação do encarceramento do corpo e pelo esvaziamento da fala.As imagens traçam o movimento do “quadriculamento” do corpo e da recusa do olhar. Entre culpa e inocência, entre o 3x4 da cela prisional, encontram-se espaço e corpo, objecto e cicatriz." Camila de Sousa



3x4
Camila de Sousa
Faculdade de Medicina da UEM
(Museu de Anatomia e Átrio da Aula Magna)

Conferência
Corpo, Ciência e Arte
Branco Neves | Camila de Sousa | La Ribot | Panaíbra Gabriel
Dia 22 Set 2011  |  14:00    | Aula Magna da Faculdade de Medicina



domingo, 18 de setembro de 2011

FICÇÃO

"O meu trabalho situa-se entre a ficção e a realidade. É entre estes dois territórios que eu crio. De cderta forma estou só a apresentar os últimos resultados da minha investigação. E devo recordar que, de uma forma geral, o produto é ficção. Mas eu lido apenas com a realidade. A diferença entre a "Big Picture" e o senso comun da realidade é de tal forma enorme que não tenho outra alternativa que não seja o uso de elementos de ficção na minha busca das verdades ocultas." Joge Fernandes


OPUTAM
Jorge Fernandes
Cinema Scala
(Av. 25 de Setembro)

FACEBOOK

Jaimito utilizava o que de mais precário se imagina para fazer ouvir a sua opinião, as suas dores. A instalação que durante semanas foi crescendo no passeio da Rua da Rádio foi retirada, mas o músico moçambicano continua a demabular por ali.
"No facebook do Jaimito" é mais do que a homenagem de Azagaia a Jaimito, é a chamada de atenção do artista para a responsabilidade de cada cidadão de usar, sem desculpas, o meios ao seu alcance para transformar o meio que o rodeia.

No Facebook do Jaimito
Azagaia
Pátio da Emose 
(Entre Av. 25 Setembro e R. Joaquim Lapa)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

NOCTURNO



"Sentir os que conhecemos, sentir a partir do ângulo em que nos conhecem, ocupando-lhes as posições, o ambiente, o lugar. Não se trata apenas do voyeurismo ou da excitação estética de fruir o outro e os seus contextos, trata-se de uma tridimensionalidade que passa pela experiência do todo através de retratos que nos dão a ocupação do espaço, (do território, da casa, do lugar) e a ocupação do tempo (a profissão, actividade, sustento)."


Ocupações
de Filipe Branquinho 
Av. Julius Nyerere 
(passeio da Assoc. Moçambicana de Fotografia a partir das 22:00 e até às 06:00)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

VISITAS

Nos dias 16 (sexta) e 19 (segunda) teremos visitas guiadas pela Camila de Sousa à exposição 3x4 na Faculdade de Medicina, entre as 10:00 e as 16:00.


"Muito educativo para estudantes de Medicina, História e Direito. Boa altura para reler Foucault. Não digam que não têm o livro. O "Microfísicas do poder" está na net todinho. Para descarregar à borla..." Yussuf Adam


Nota: Faculdade Medicina da UEM - Av Salvador Allende 

sábado, 10 de setembro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

PRECARIEDADE


OCUPAÇÕES TEMPORÁRIAS 20.11 inaugurará no dia em que se celebram 10 anos sobre o ataque às torres de Nova Iorque, o dia que marca o fim do mito da inviolável segurança, o fim da tranquilidade colectiva. 
Talvez o adjectivo mais apropriado para caracterizar o tempo que vivemos hoje seja centrípeto. A velocidade e a atracção para um centro que não escolhemos mas ao qual não podemos fugir, são as características mais evidentes de realidades inquestionáveis que ocupam o tempo contemporâneo como seja a circulação de pessoas, bens e doenças, a rapidez e amplitude de comunicação, o consumo, a pobreza. Em resumo: a globalização. Novos interesses parecem estabelecer-se e com isso novas ordens que alteram estruturas fundamentais como o trabalho, o parentesco, as relações sociais e até as identidades. 

Estes são os tempos da precariedade, do transitório, do temporário. O que acontecerá ao que sempre nos foi confortável e apaziguador, ao que sempre tivemos como definitivo, permanente, seguro? Voltará? Queremos que volte? Saberemos, poderemos, conciliar frenesi com eternidade? Resultado com paciência? Sucesso com memória?

As OCUPAÇÕES TEMPORÁRIAS 20.11 são elas próprias, por definição, precárias, tendo em conta os locais e condições em que se apresentam, mas na versão deste ano sê-lo-ão ainda mais, já que se apresentam assumidamente como uma proposta de reflexão pública sobre o tema. Esta reflexão terá um espaço de particular relevo nas actividades paralelas à exposição como sejam os encontros com artistas e o fórum a realizar em parceria com a Academia.

E. Santos 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Hontm

Hontm, hoje e amanhà , a extensa ocupação que Shot-B vai apresentar na avenida OUA é dinâmica, inacabada, uma viagem, como o título indica.  

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

3x4


3x4 é o resultado de uma imersão fotográfica e antropológica em dois estabelecimentos prisionais de Maputo, a Cadeia Civil (uma cadeia preventiva) e o Centro de Reclusão Feminino de Ndlhavela. 
A partir de uma perspectiva reflexiva sobre o papel histórico da imagem e da ciência na produção de identidades femininas fixas, descontextualizadas e criminalizadas, 3x4 questiona os estranhos rituais do poder patriarcal e da administração da máquina de vigilância e punição: a prisão.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

domingo, 28 de agosto de 2011

OPUTAM


No cartaz do Scala uma proposta de ficção científica desenhada a caneta e marcador, que relata viagens e vivências entre o místico e o real, entre a magia e o racional, falando de política, sociedade, organização. Oputam é talvez o nome de uma cidade paralela, num universo em espelho, numa aproximação ao anomalístico.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

OCUPAÇÕES


Maputo não é Moçambique, mas é!
 É a capital, o centro das decisões, a plataforma do poder e do turismo, a meca onde todos querem viver ou pelo menos visitar.  
A Julius Nyerere não é Maputo, mas é! 
É  a avenida das embaixadas, do palácio dos casamentos, dos grandes hotéis, do Palácio do Presidente, da vista para a baía, da chegada e da saída.
Ocupações é uma mudança, uma inversão de papéis para sentir na pele. Sentir os que conhecemos, sentir a partir do ângulo em que nos conhecem. 
Ocupações é uma proposta própria de um arquitecto que rasga uma janela e desenha um observatório, escolhe mobiliário estilizado e luz adequada para a fruição do quotidiano. 

sábado, 20 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

OCUPAR


© Maimuna Adam
v.t. Encher um espaço de lugar e de tempo.
Habitar.Tomar posse de.
Exercer: ocupar emprego.
Dar trabalho, empregar: ocupar os operários.
Fig. Dedicar, consagrar: ocupar com leitura suas horas de lazer.
Ser objeto do trabalho, da preocupação de alguém: seu trabalho o ocupa muito.
V.pr. Trabalhar em; dedicar seu tempo a.
Gastar o tempo com: ocupava-se com a vida alheia.


A partir de 11 de Setembro, em Maputo e no País

sábado, 13 de agosto de 2011

Ídio

Ídio Chichava esteve no Museu Nacional de Arte a dançar um solo, acompanhado por dois músicos e perante uma audiência muito interessada.
Pode ver-se algum do seu trabalho aqui e ler-se a sua entrevista aqui

"Falar de dança contemporânea africana é abrir espaço para uma discussão sem fim, porque o tema é vago, pois entendo que se existe o contemporâneo aficano, deve esxistir contemporâneo moçambicano"

domingo, 7 de agosto de 2011

SETEMBRO

A feira de arte de Joanesburgo mudou de datas. A 4ª edição será em Setembro de 23 a 25 e vai ter a novidade de um prémio. Pode ler-se mais aqui

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Kerryn

Keeryn Greenburg é a curadora de "Contested Terrains", a exposição da Tate Modern que mostra, até 16 de Outubro,  trabalhos de 4 artistas africanos, em colaboração com o Centre for Contemporary Art de Lagos - Nigéria

Tate Modern has formed a partnership with Guaranty Trust Bank from Nigeria which will enable the gallery to do an annual project for three years related to the continent. "It's also providing an acquisitions fund so that Tate will be able to start acquiring works by African artists for the collection," Greenberg said. 


 Pode ler-se aqui e ver-se mais aqui

domingo, 10 de julho de 2011

POESIA

O Brasil celebra ainda hoje a Festa Literária Internacional de Paraty. Quem está longe ainda por ver e ouvir por aqui

No mesmo continente terminou ontem o XXI Festival Internacional de Poesia de Medllín. Mais de 50 países estiveram presentes. O continente Africano foi o tema central. Comunicações, imagens, videos e participantes podem ser vistos aqui



terça-feira, 28 de junho de 2011

JARDIM

As ocupações que começam a ser habituais nos Jardins da Fundação Gulbenkian.
Obras para usufruir durante o Verão

DELFINA


Atef Berredjem

"The Delfina Foundation envisions a global family of creative people, living as citizens, working as artists, and acting as cultural ambassadors for their communities promoting cultural exchange, debate and collaboration as a way to combat intolerance, isolation and conflict across the world" 
Baseada em Londres a Fundação promove residências, encontros, exposições apoiando artistas, curadores e escritores. Há mais informação para ler aqui e uma brochura que pode ser descarregada aqui

quarta-feira, 1 de junho de 2011

URBANO

URBAN ÁFRICA é o nome da exposição recentemente inaugurada em Lisboa que  reúne 2.000 fotografias de 52 capitais africanas. David Adjaye, arquitecto britânico nascido na Tânzania é o autor desta reinterpretação do urbanismo africano
.Não existe um discurso sobre a noção de urbano e metropolitano em África, apenas se fala de subdesenvolvimento, pobreza e guerra, mas eu pretendo reconfigurar este discurso, usando a arquitectura como mensagem e instrumento. Esta é a minha homenagem ao continente.”
Há uma entrevista para ler aqui e mais aqui e aqui 

Há uma entrevista para ler aqui e mais aqui e aqui

domingo, 29 de maio de 2011

DESOCUPAÇÃO

"Casa Coimbra", a ocupação temporária do Celestino Mudaulane já não existe.

"A chamada de atenção para a questão da preservação do património, da discussão pública da sua classificação e utilização, era o objectivo da intervenção do artista Celestino Mudaulane. A Casa Coimbra era o local escolhido. A impossibilidade de ocupação daquele local não resolveu as questões existentes. Por isso a ocupação “Casa Coimbra” foi realizada num espaço em condições de demolição eminente, de grande acessibilidade para o público e numa zona nobre da cidade."


"A última aventura de Celestino agora é a passagem do papel à parede, no projecto Casa Coimbra. (...) O muralismo é um arte de intervenção e ainda que os seus trabalhos venham a ser efémeros, a sua acção como artista de intervenção social no conceito mais sofisticado do termo não o será."

quarta-feira, 25 de maio de 2011

PRÉMIO

A Fundação PLMJ, instituída pela sociedade de advogados PLMJ – A.M. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice e Associados e sedeada em Lisboa, apoia a arte da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) através do desenvolvimento de uma colecção, da organização de exposições, da edição de livros e da realização de outros projectos. Neste âmbito, a Fundação PLMJ promove o PRÉMIO FUNDAÇÃO PLMJ DE VÍDEO-ARTE DA CPLP, com periodicidade anual, mediante o lançamento de um concurso aberto a artistas nascidos ou residentes em países membros da CPLP (excepto Portugal), nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MUSEUS


Louvre - Paris
O importante Colóquio realizado no New Museum, em Nova Iorque, sobre Modelos Alternativos à Curadoria de Histórias na Arte Contemporânea; o debate público que decorre em França sobre os seus Museus que, apesar de uma década de crescimento de públicos – aumento dos preços de bilhetes, aumento de apoio mecenato e franchising das marcas dos museus – foram avaliados e criticados por uma gestão deficitária; e em Portugal a transferência de museus para as autarquias, a par de associações sob a mesma direcção de outros, medidas estas a que faltaram explicações claras e intelectualmente convincentes – merecem uma reflexão sobre o que se passa nos museus.

Será simples, mas a função dos museus desde a sua criação no século xviii é a de guardar, conservar e contar histórias sobre os objectos que guardam e sobre o que os rodeava. Depois a forma como cada um o faz, o modo operativo, o contexto e época em que são criados e os modos de gestão e de administração é que divergem, e dessas divergências é que resultam as diversas, por vezes antagónicas, missões. Podem os museus ter sido comparados a sarcófagos na leitura de Adorno ou pretenderem iludir a fronteira entre reserva e rua, como os museus squatter, mas o facto de terem à sua guarda objectos e ferramentas da memória colectiva é que os faz ser museus. Aliás, é o requisito de ter um acervo, uma colecção, que diferencia radicalmente um museu de um centro cultural, por exemplo (embora alguns destes últimos possam reivindicar uma vocação museológica). É um facto que no século xx mudaram os paradigmas da arquitectura museológica de que são exemplos o  MoMA, o Beaubourg, o Gugggenheim ,o Ps1,o  Chinati Foundation, o Louisiana, cada um traduzindo relações diferentes com a cidade e, simultaneamente,  as expectativas diferentes que estes museus criavam na cidade e nas histórias de arte ou dos objectos de culto.
PS1 - NY

Num importante ensaio de 1990, “Revisiting The Late Capitalist Museum”,  Rosalind Kraus  afirmou que o aumento desproporcionada da escala dos museus de arte contemporânea desviaria a atenção das obras de arte expostas no interior para a experiência do espaço do museu. A historiadora previa o que está a acontecer quer com a espectacularidade da arquitectura museológica – Guy  Debord explicaria este fenómeno como mais um modo de espectacularidade do capital – quer com o fenómeno comercial  que é o franchising das marcas Guggenheim e agora do Louvre, cujos benefícios para a História das Artes, dos públicos e do financiamento dos museus, em  qualquer dos casos,  não são evidentes. Afinal casinos e museus não são a mesma coisa. Do Guggenheim de Bilbao aos museus do Abu Dabi a museumania, na feliz expressão de Andreas Huyssen,  é na espectacularidade do fetiche e da arquitectura escultórica que têm sido protagonistas. O que seria de questionar era se estas peças de arquitectura escultórica – concebidas por falta de programa ou por despotismo do atelier de arquitectura, que desconsidera a relação da forma à função, em prol da criação de ícones de diferenciação das cidades com vista à angariação de turismo cultural – não resultam apenas na exposição de volumes ou de fachadas de arquitectura, fascinantes, por vezes, mas em que nada contribuem para a museografia e para a revisão das narrativas sobre as artes ou os objectos de culto?!
MAXXI - Roma

Outros aspectos que são problemáticos são a proliferação de museus dedicados a artistas maioritariamente da iniciativa de câmaras municipais ou, noutros países, de empresários cujo objectivo primeiro é virem a ser contagiados pela aura dos artistas a quem é dedicado o museu. Tais iniciativas de um modo geral vão ao encontro da parte narcísica do artista vivo ou da rentabilidade dos herdeiros. Há que dizer que a maioria destes museus tem a curto prazo problemas de sobrevivência. Nos casos do artista já notabilizado é sabido que a maioria das suas obras não lhe pertencem, foram vendidas, são propriedade de coleccionadores ou de outros museus e o que resta para o museu são os restos os esboços, os desenhos, a correspondência, os arquivos e a colecção das obras dos amigos (eventualmente muito interessantes em termos documentais, tão só). É bem mais justo que caso o artista ou herdeiros se disponham a doar as suas obras à comunidade estas possam ser integradas em museus já existentes e em acervos cuidados e expostos com a dignidade e reconhecimento óbvios.

Uma das expressões que são hoje mais recorrentes para definir a excepcionalidade de um museu  é a sua identidade: identidade comunitária, identidade de género, identidade de disciplina. Talvez fosse importante pensar que uma das funções de um museu é a da integração e nesse aspecto o excesso de identidade é paradoxal, porque acaba por ser um instrumento de exclusão. Um dos grandes desafios que se colocam hoje na criação de novos museus prende-se com o programa a conceber e o caderno de encargos definido pelo cliente. Como deve ser fascinante para um arquitecto e uma equipa de museólogos poder conceber museus que têm por objectivo guardar, conservando não já só pintura ou escultura ou mesmo instalações, mas também todas as obras hoje produzidas em vídeo, cinema e também produzidas on line. Como guardar, como constituir acervos, como mostrar este tipo de objectos e de documentos que não se condicionam a nenhum dos paradigmas museográficos comuns?

INHOTIM - Brumadinho (Br)
O universo da comunicação on line veio ele também introduzir novos problemas, não só na forma como habitualmente se guardava e conservava e se construíam narrativas, mas muito em particular no modo de comunicar com os públicos. É conhecido o esforço de muitos museus em adaptarem a sua comunicação tradicional – leia-se, em papel, publicidade material, montagem e disposição das exposições no espaço físico – a esta nova era de comunicação. O on line, com toda a sofisticação possível conforme os recursos de cada museu, não impede, contudo, que os visitantes físicos estejam a diminuir proporcionalmente, e os visitantes on line cresçam a um ritmo vertiginoso nos museus com as plataformas virtuais mais sedutoras. Até agora este modo de comunicação tem servido para que o espectador se decida a ir ver a exposição no museu. Há já quem afirme que muito em breve será o museu a organizar exposições cujo objectivo é preparar o acesso ao espectador on line. E, contudo tal opção nada tem a ver com o embaratecimento dos museus. Os museus decididamente são caros; não o suficiente para lutarem contra a amnésia colectiva ou particular.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

HISTÓRIA

"Haverá uma história da fotografia africana, ou haverá histórias das fotografias africanas, porque as diversidades do continente tornam improvável um critério simplesmente geográfico. O Norte de África, a região sub-sahariana, o Sul têm histórias próprias, sem ser preciso invocar outras histórias regionais e/ou tribais diferenciadas. E certamente não haverá uma história da fotografia feita por negros, separadamente, porque isso seria refazer um simétrico apartheid depois do desaparecimento do apartheid branco. Ricardo Rangel era mestiço, David Goldblatt é branco, tal como é Jürgen Schadeberg, o qual, aliás, nasceu em Berlim."

Para ler muito mais aqui no blog do crítico Alexandre Pomar

sábado, 7 de maio de 2011

LISBOA

Como se quisesse tomar a antiga capital do império, a fotografia africana chega a Lisboa. Diversa, plural, a falar de territórios e viagens. Na próxima semana as "Fronteiras" de Bamako estarão na Fundação Calouste Gulbenkian e a viagem Maputo Luanda Lubumbashi de Mauro Pinto na Influx.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

TROCA-SE

O projecto troca-se por arte acontece na cidade do Porto e ocupa montras dos mais variados estabelecimentos comerciais: mercerias, cafés, livrarias, sex shops, perfumarias...
É uma ocupação repetente, é a segunda vez que se dedicam à tarefa. De 5 a 7 de Maio, e pode saber-se de tudo - dos artistas aos espaços - aqui.

sábado, 30 de abril de 2011

CIGANOS

Paulo Pimenta convida mensalmente um fotografo para mostrar o que anda a fazer através do Fotopress, blog dedicado ao fotojornalismo. Em Maio Nelson d'Aires faz as honras da casa.
"Abaixo mostro pela primeira vez algumas fotografias recentes (ainda muito em bruto e em progresso) de uma comunidade cigana que, por ordem judicial (sentenciada no final de 2010), foi expulsa de um terreno onde vivia há cerca de 40 anos. " Para ver aqui

sexta-feira, 29 de abril de 2011

DIA

Hoje é Dia Mundial da Dança.
A excepcionalidade de Josephine Baker no início do século passado pode ser vista na série "Josephine Baker:The First Black Superstar" ou ainda nestas imagens

quarta-feira, 27 de abril de 2011

ESTÉTICA

O blog Buala tem muitos e bons motivos para ser consultado. O texto "a estética das favelas" é um deles.
"A questão que se discute já não é mais, felizmente, relativa à remoção e relocação dos habitantes das favelas para áreas longínquas da cidade. Hoje, o direito à urbanização é um dado adquirido e incontestável, ou seja, a questão já não é mais simplesmente social e política mas deve passar obrigatoriamente por uma dimensão cultural e estética."

sábado, 16 de abril de 2011

PLACAS

Pantónio, nome artístico, tem 35 anos, e é com este pseudónimo que assina as suas obras. Trabalha como designer gráfico. Pode ver-se aqui e ler-se aqui

“Eu não apaguei placas nenhumas, não apaguei indicações nenhumas, não vandalizei placas. Simplesmente há placas pela cidade que estão brancas e que estão em sítios muito bons e estratégicos para ligar com os acontecimentos políticos”.


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sexta-feira, 8 de abril de 2011

JORNAL

Os Sapeurs de Badouin Mouanda  são a imagem do jornal nº 6 do Próximo Futuro que já pode ser descarregado e lido aqui. (Jornal) Os números anteriores também lá estão disponíveis.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

ENTREVISTA

A conversa a vários tempos, com várias vicissitudes, entre o fotógrafo angolano Kilunaji Kia Henda e a crítica de arte Lígia Afonso pode ser lida na integra no BUALA.
Entrevista realizada por chat, em vários momentos e dias diferentes, pontuada por quedas constantes da linha cibernética que desenha a triangulação  transatlântica e ex-colonial entre Luanda, Angola – residência de Kiluanji Kia Henda, cidade onde  nunca estive; São Paulo, Brasil – minha residência temporária, local do primeiro encontro entre mim  e o Kiluanji, lugar próximo da origem da série que aqui se apresenta; Lisboa, Portugal – minha residência fixa, fonte do horário apontado pelo meu computador e ex-residência temporária do Kiluanji. 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

HOJE

Hoje, dia 6 de Abril de 2011, o rebelde Aimé Cesaire passou a "habitar" o Panteão de Paris fazendo companhia aos "grandes homens" da França. A notícia pode ler-se aqui.

quinta-feira, 31 de março de 2011

METADE


Terceira Metade é uma programação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro  que se desenha no espaço geográfico e mental do Atlântico, em especial na triangulação Brasil, África e Europa.
O que significa representar este espaço? Esta e outras perguntas têm respostas múltiplas que podem ser lidas aqui e vistas e ouvidas aqui

segunda-feira, 28 de março de 2011

RENASCENÇA

As mais célebres pinturas da Renascença recriadas pela Polaca Yola nas ruas de Praga, envolvendo a população local. O projecto pode ser conhecido aqui

quarta-feira, 23 de março de 2011

UNIVERSIDADE

A UEM (Universidade Eduardo Mondlane) acolhe hoje dois debates interessantes  promovidos pelo departamento de Arqueologia e Antropologia da Faculdade de Letras e Ciências Sociais. Os resumos das intervenções podem ser lidos aqui

terça-feira, 22 de março de 2011

domingo, 20 de março de 2011

MALI

A viagem do fotografo José Pedro Cortes pelo Mali resulta na exposição "Moi, un blanc" que pode ser vista em Lisboa até 12 de Abril. ´
"No título da exposição está todo um programa e uma teoria privada do autor relativamente à fotografia. Moin, un blanc (Eu, um branco). E poderíamos continuar a frase subentendendo todo esse programa timidamente enunciado: Eu, um homem branco viajei para África e dentro des enorme continente viajei no interior do Mali, um país da costa oeste atravessado pelo mítico rio Niger" Imagens e textos para consultar aqui e aqui

sexta-feira, 18 de março de 2011

PROTESTO

A capital dos Emirados Árabes Unidos, Abou Dhabi, deverá inaugurar em 2013 o seu  Museu Guggenheim cuja construção  está a ser alvo de um movimento de contestação. Mais de uma centena de artistas ameçam boicotar o Museu recusando-se a apresentar ali as suas obras como forma de protesto contra as condições de trabalho dos operários, na sua maioria imigrantes do sul da Ásia. Tudo para ler aqui