domingo, 29 de maio de 2011

DESOCUPAÇÃO

"Casa Coimbra", a ocupação temporária do Celestino Mudaulane já não existe.

"A chamada de atenção para a questão da preservação do património, da discussão pública da sua classificação e utilização, era o objectivo da intervenção do artista Celestino Mudaulane. A Casa Coimbra era o local escolhido. A impossibilidade de ocupação daquele local não resolveu as questões existentes. Por isso a ocupação “Casa Coimbra” foi realizada num espaço em condições de demolição eminente, de grande acessibilidade para o público e numa zona nobre da cidade."


"A última aventura de Celestino agora é a passagem do papel à parede, no projecto Casa Coimbra. (...) O muralismo é um arte de intervenção e ainda que os seus trabalhos venham a ser efémeros, a sua acção como artista de intervenção social no conceito mais sofisticado do termo não o será."

quarta-feira, 25 de maio de 2011

PRÉMIO

A Fundação PLMJ, instituída pela sociedade de advogados PLMJ – A.M. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice e Associados e sedeada em Lisboa, apoia a arte da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) através do desenvolvimento de uma colecção, da organização de exposições, da edição de livros e da realização de outros projectos. Neste âmbito, a Fundação PLMJ promove o PRÉMIO FUNDAÇÃO PLMJ DE VÍDEO-ARTE DA CPLP, com periodicidade anual, mediante o lançamento de um concurso aberto a artistas nascidos ou residentes em países membros da CPLP (excepto Portugal), nomeadamente Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MUSEUS


Louvre - Paris
O importante Colóquio realizado no New Museum, em Nova Iorque, sobre Modelos Alternativos à Curadoria de Histórias na Arte Contemporânea; o debate público que decorre em França sobre os seus Museus que, apesar de uma década de crescimento de públicos – aumento dos preços de bilhetes, aumento de apoio mecenato e franchising das marcas dos museus – foram avaliados e criticados por uma gestão deficitária; e em Portugal a transferência de museus para as autarquias, a par de associações sob a mesma direcção de outros, medidas estas a que faltaram explicações claras e intelectualmente convincentes – merecem uma reflexão sobre o que se passa nos museus.

Será simples, mas a função dos museus desde a sua criação no século xviii é a de guardar, conservar e contar histórias sobre os objectos que guardam e sobre o que os rodeava. Depois a forma como cada um o faz, o modo operativo, o contexto e época em que são criados e os modos de gestão e de administração é que divergem, e dessas divergências é que resultam as diversas, por vezes antagónicas, missões. Podem os museus ter sido comparados a sarcófagos na leitura de Adorno ou pretenderem iludir a fronteira entre reserva e rua, como os museus squatter, mas o facto de terem à sua guarda objectos e ferramentas da memória colectiva é que os faz ser museus. Aliás, é o requisito de ter um acervo, uma colecção, que diferencia radicalmente um museu de um centro cultural, por exemplo (embora alguns destes últimos possam reivindicar uma vocação museológica). É um facto que no século xx mudaram os paradigmas da arquitectura museológica de que são exemplos o  MoMA, o Beaubourg, o Gugggenheim ,o Ps1,o  Chinati Foundation, o Louisiana, cada um traduzindo relações diferentes com a cidade e, simultaneamente,  as expectativas diferentes que estes museus criavam na cidade e nas histórias de arte ou dos objectos de culto.
PS1 - NY

Num importante ensaio de 1990, “Revisiting The Late Capitalist Museum”,  Rosalind Kraus  afirmou que o aumento desproporcionada da escala dos museus de arte contemporânea desviaria a atenção das obras de arte expostas no interior para a experiência do espaço do museu. A historiadora previa o que está a acontecer quer com a espectacularidade da arquitectura museológica – Guy  Debord explicaria este fenómeno como mais um modo de espectacularidade do capital – quer com o fenómeno comercial  que é o franchising das marcas Guggenheim e agora do Louvre, cujos benefícios para a História das Artes, dos públicos e do financiamento dos museus, em  qualquer dos casos,  não são evidentes. Afinal casinos e museus não são a mesma coisa. Do Guggenheim de Bilbao aos museus do Abu Dabi a museumania, na feliz expressão de Andreas Huyssen,  é na espectacularidade do fetiche e da arquitectura escultórica que têm sido protagonistas. O que seria de questionar era se estas peças de arquitectura escultórica – concebidas por falta de programa ou por despotismo do atelier de arquitectura, que desconsidera a relação da forma à função, em prol da criação de ícones de diferenciação das cidades com vista à angariação de turismo cultural – não resultam apenas na exposição de volumes ou de fachadas de arquitectura, fascinantes, por vezes, mas em que nada contribuem para a museografia e para a revisão das narrativas sobre as artes ou os objectos de culto?!
MAXXI - Roma

Outros aspectos que são problemáticos são a proliferação de museus dedicados a artistas maioritariamente da iniciativa de câmaras municipais ou, noutros países, de empresários cujo objectivo primeiro é virem a ser contagiados pela aura dos artistas a quem é dedicado o museu. Tais iniciativas de um modo geral vão ao encontro da parte narcísica do artista vivo ou da rentabilidade dos herdeiros. Há que dizer que a maioria destes museus tem a curto prazo problemas de sobrevivência. Nos casos do artista já notabilizado é sabido que a maioria das suas obras não lhe pertencem, foram vendidas, são propriedade de coleccionadores ou de outros museus e o que resta para o museu são os restos os esboços, os desenhos, a correspondência, os arquivos e a colecção das obras dos amigos (eventualmente muito interessantes em termos documentais, tão só). É bem mais justo que caso o artista ou herdeiros se disponham a doar as suas obras à comunidade estas possam ser integradas em museus já existentes e em acervos cuidados e expostos com a dignidade e reconhecimento óbvios.

Uma das expressões que são hoje mais recorrentes para definir a excepcionalidade de um museu  é a sua identidade: identidade comunitária, identidade de género, identidade de disciplina. Talvez fosse importante pensar que uma das funções de um museu é a da integração e nesse aspecto o excesso de identidade é paradoxal, porque acaba por ser um instrumento de exclusão. Um dos grandes desafios que se colocam hoje na criação de novos museus prende-se com o programa a conceber e o caderno de encargos definido pelo cliente. Como deve ser fascinante para um arquitecto e uma equipa de museólogos poder conceber museus que têm por objectivo guardar, conservando não já só pintura ou escultura ou mesmo instalações, mas também todas as obras hoje produzidas em vídeo, cinema e também produzidas on line. Como guardar, como constituir acervos, como mostrar este tipo de objectos e de documentos que não se condicionam a nenhum dos paradigmas museográficos comuns?

INHOTIM - Brumadinho (Br)
O universo da comunicação on line veio ele também introduzir novos problemas, não só na forma como habitualmente se guardava e conservava e se construíam narrativas, mas muito em particular no modo de comunicar com os públicos. É conhecido o esforço de muitos museus em adaptarem a sua comunicação tradicional – leia-se, em papel, publicidade material, montagem e disposição das exposições no espaço físico – a esta nova era de comunicação. O on line, com toda a sofisticação possível conforme os recursos de cada museu, não impede, contudo, que os visitantes físicos estejam a diminuir proporcionalmente, e os visitantes on line cresçam a um ritmo vertiginoso nos museus com as plataformas virtuais mais sedutoras. Até agora este modo de comunicação tem servido para que o espectador se decida a ir ver a exposição no museu. Há já quem afirme que muito em breve será o museu a organizar exposições cujo objectivo é preparar o acesso ao espectador on line. E, contudo tal opção nada tem a ver com o embaratecimento dos museus. Os museus decididamente são caros; não o suficiente para lutarem contra a amnésia colectiva ou particular.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

HISTÓRIA

"Haverá uma história da fotografia africana, ou haverá histórias das fotografias africanas, porque as diversidades do continente tornam improvável um critério simplesmente geográfico. O Norte de África, a região sub-sahariana, o Sul têm histórias próprias, sem ser preciso invocar outras histórias regionais e/ou tribais diferenciadas. E certamente não haverá uma história da fotografia feita por negros, separadamente, porque isso seria refazer um simétrico apartheid depois do desaparecimento do apartheid branco. Ricardo Rangel era mestiço, David Goldblatt é branco, tal como é Jürgen Schadeberg, o qual, aliás, nasceu em Berlim."

Para ler muito mais aqui no blog do crítico Alexandre Pomar

sábado, 7 de maio de 2011

LISBOA

Como se quisesse tomar a antiga capital do império, a fotografia africana chega a Lisboa. Diversa, plural, a falar de territórios e viagens. Na próxima semana as "Fronteiras" de Bamako estarão na Fundação Calouste Gulbenkian e a viagem Maputo Luanda Lubumbashi de Mauro Pinto na Influx.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

TROCA-SE

O projecto troca-se por arte acontece na cidade do Porto e ocupa montras dos mais variados estabelecimentos comerciais: mercerias, cafés, livrarias, sex shops, perfumarias...
É uma ocupação repetente, é a segunda vez que se dedicam à tarefa. De 5 a 7 de Maio, e pode saber-se de tudo - dos artistas aos espaços - aqui.

sábado, 30 de abril de 2011

CIGANOS

Paulo Pimenta convida mensalmente um fotografo para mostrar o que anda a fazer através do Fotopress, blog dedicado ao fotojornalismo. Em Maio Nelson d'Aires faz as honras da casa.
"Abaixo mostro pela primeira vez algumas fotografias recentes (ainda muito em bruto e em progresso) de uma comunidade cigana que, por ordem judicial (sentenciada no final de 2010), foi expulsa de um terreno onde vivia há cerca de 40 anos. " Para ver aqui

sexta-feira, 29 de abril de 2011

DIA

Hoje é Dia Mundial da Dança.
A excepcionalidade de Josephine Baker no início do século passado pode ser vista na série "Josephine Baker:The First Black Superstar" ou ainda nestas imagens

quarta-feira, 27 de abril de 2011

ESTÉTICA

O blog Buala tem muitos e bons motivos para ser consultado. O texto "a estética das favelas" é um deles.
"A questão que se discute já não é mais, felizmente, relativa à remoção e relocação dos habitantes das favelas para áreas longínquas da cidade. Hoje, o direito à urbanização é um dado adquirido e incontestável, ou seja, a questão já não é mais simplesmente social e política mas deve passar obrigatoriamente por uma dimensão cultural e estética."

sábado, 16 de abril de 2011

PLACAS

Pantónio, nome artístico, tem 35 anos, e é com este pseudónimo que assina as suas obras. Trabalha como designer gráfico. Pode ver-se aqui e ler-se aqui

“Eu não apaguei placas nenhumas, não apaguei indicações nenhumas, não vandalizei placas. Simplesmente há placas pela cidade que estão brancas e que estão em sítios muito bons e estratégicos para ligar com os acontecimentos políticos”.


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sexta-feira, 8 de abril de 2011

JORNAL

Os Sapeurs de Badouin Mouanda  são a imagem do jornal nº 6 do Próximo Futuro que já pode ser descarregado e lido aqui. (Jornal) Os números anteriores também lá estão disponíveis.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

ENTREVISTA

A conversa a vários tempos, com várias vicissitudes, entre o fotógrafo angolano Kilunaji Kia Henda e a crítica de arte Lígia Afonso pode ser lida na integra no BUALA.
Entrevista realizada por chat, em vários momentos e dias diferentes, pontuada por quedas constantes da linha cibernética que desenha a triangulação  transatlântica e ex-colonial entre Luanda, Angola – residência de Kiluanji Kia Henda, cidade onde  nunca estive; São Paulo, Brasil – minha residência temporária, local do primeiro encontro entre mim  e o Kiluanji, lugar próximo da origem da série que aqui se apresenta; Lisboa, Portugal – minha residência fixa, fonte do horário apontado pelo meu computador e ex-residência temporária do Kiluanji. 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

HOJE

Hoje, dia 6 de Abril de 2011, o rebelde Aimé Cesaire passou a "habitar" o Panteão de Paris fazendo companhia aos "grandes homens" da França. A notícia pode ler-se aqui.

quinta-feira, 31 de março de 2011

METADE


Terceira Metade é uma programação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro  que se desenha no espaço geográfico e mental do Atlântico, em especial na triangulação Brasil, África e Europa.
O que significa representar este espaço? Esta e outras perguntas têm respostas múltiplas que podem ser lidas aqui e vistas e ouvidas aqui

segunda-feira, 28 de março de 2011

RENASCENÇA

As mais célebres pinturas da Renascença recriadas pela Polaca Yola nas ruas de Praga, envolvendo a população local. O projecto pode ser conhecido aqui

quarta-feira, 23 de março de 2011

UNIVERSIDADE

A UEM (Universidade Eduardo Mondlane) acolhe hoje dois debates interessantes  promovidos pelo departamento de Arqueologia e Antropologia da Faculdade de Letras e Ciências Sociais. Os resumos das intervenções podem ser lidos aqui

terça-feira, 22 de março de 2011

domingo, 20 de março de 2011

MALI

A viagem do fotografo José Pedro Cortes pelo Mali resulta na exposição "Moi, un blanc" que pode ser vista em Lisboa até 12 de Abril. ´
"No título da exposição está todo um programa e uma teoria privada do autor relativamente à fotografia. Moin, un blanc (Eu, um branco). E poderíamos continuar a frase subentendendo todo esse programa timidamente enunciado: Eu, um homem branco viajei para África e dentro des enorme continente viajei no interior do Mali, um país da costa oeste atravessado pelo mítico rio Niger" Imagens e textos para consultar aqui e aqui

sexta-feira, 18 de março de 2011

PROTESTO

A capital dos Emirados Árabes Unidos, Abou Dhabi, deverá inaugurar em 2013 o seu  Museu Guggenheim cuja construção  está a ser alvo de um movimento de contestação. Mais de uma centena de artistas ameçam boicotar o Museu recusando-se a apresentar ali as suas obras como forma de protesto contra as condições de trabalho dos operários, na sua maioria imigrantes do sul da Ásia. Tudo para ler aqui

quarta-feira, 9 de março de 2011

3D

Da Alemanha, vencedor do festival de Berlim, PINA é o novo filme de Wim Wenders, dedicado à coreógrafa Pina Baush,


 "I never knew, with all my knowledge of the craft of film-making, how to do justice to her work. It was only when 3D was added to the language of film that I could enter dance's realm and language."

segunda-feira, 7 de março de 2011

VENEZA

Art Enclosures é o nome do programa de residências artisticas da Fondazione de Venezia. As candidaturas para artistas emergentes oriundos do continente africano estão abertas até 31 de Março. Todas as informações aqui.
Jabulani Masseko (RSA) e Kilunji Kia Henda (ANG) foram os residentes da edição anterior.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

PRAÇA

A ocupação temporária da praça Tahir no Cairo reflectida por  Cristina Salvador pode ler-se aqui

"Abrindo a janela do meu computador sobre a Praça de Tahrir na cidade do Cairo (Al-Qāhira- A victoriosa) assisti, ao longo de 18 dias, à transformação do espaço da praça numa expressão colectiva, resultante da relação de tensões entre os que se manifestavam, a polícia, as forças armadas, as redes sociais que cruzavam informação e Mubarak."

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

GRATUÍTA


“Existe uma  preconcepção de que a história da África começa a partir da colonização e do tráfico negreiro. Mas as contribuições do continente para a humanidade são muito maiores e muito mais antigas do que o imaginado pelo senso comum. E isso precisa ser conhecido”
A tarefa assumida pela UNESCO em 1964 e que tem cerca de 30 anos de trabalho está disponível gratuitamente, em oito volumes, em português. O Próximo Futuro deixa aqui informações e links diversos  para aceder à História Geral de África.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

APARTHEID

“Acho que a preocupação em sublinhar a diferença da cultura africana é uma espécie de 
apartheid cultural. Acho que os criadores são sempre mágicos, onde quer que se encontrem, na Europa, em África ou na América. Acho que nos devíamos interessar pela universalidade da arte, pelas forças que levam as pessoas a fazer coisas, em vez de tentar descobrir diferenças sem importância” Pancho Guedes


Sobre a exposição "As Áfricas de Pancho Guedes" pode ler-se mais aqui

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

RETRATOS

"Apoiar e estimular iniciativas e acções culturais em defesa da difusão da Literatura Portuguesa é um dos objectivos da Fundação José Saramago. E para recuperar nomes que deveriam ser imprescindíveis tanto nas nossas bibliotecas como nos corações de todos os leitores, a Fundação lança um prémio em que as novas tecnologias se unem ao prazer da leitura. José Saramago propôs o nome de Almada Negreiros como primeiro protagonista do Prémio de Fotografia Retratar um livro já que é o responsável, segundo Saramago, “pela segunda grande revolução estilística da nossa língua e da nossa literatura. A primeira foi a do Garrett, com as Viagens na Minha Terra, e a segunda foi a do Almada Negreiros com o Nome de Guerra.”"

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ÁFRICAS

Desde 16 de Dezembro que o Mercado de Santa clara (que já não é mercado) em Lisboa acolhe a exposição "As Áfricas de Pancho Guedes". Desta vez não é a arquitectura, tão bem representada em Maputo, que enche os olhos do visitante, mas antes a colecção de obras de arte africana que o arquitecto reuniu ao longo da sua vida. Comissariada por Alexandre Pomar e Rui M. Pereira a pedido da Câmara Municipal de Lisboa, a mostra estará aberta ao público até 8 de Março. O catálogo tem, entre outros, este texto de Alda Costa

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

DEMOCRACIA

A dupla de arquitectos Herzog e de Meuron numa longa entrevista à jornalista Alexandra Lucas Coelho, no jornal Público, fala de democracia, arquitectura, cidades, escolas e tradições. Para ler com tempo aqui

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

FEIRAS

Uma nova Feira de Arte inaugurou. Não tem data de encerramento prevista, o número de galerias presente pode ainda aumentar e tem horário alargado. A VIP Art Fair está presente on line e já dá que falar aqui

domingo, 23 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

LIXO

É incontornável a sua existência e, também por isso, o lixo é tema recorrente em diversas formas artísticas. O documentário do brasileiro Jorge Furtado "Ilha das Flores" é um clássico na forma irónica  como trata o assunto. Realizado 20 anos depois "Lixo Extraordinário", é um documentário, várias vezes premiado em 2010, com direção conjunta de João Jardim, Karen Harley e Lucy Walker, produção de Hank Levine e produção executiva de Fernando Meirelles e Andrea Barata Ribeiro que retoma o assunto abordando desta vez a relação do artista Vik Muniz com os catadores de lixo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

EDP

As candidaturas para o Prémio EDP Novos Artistas 2011 abrem a 7 de Fevereiro e decorrem até ao dia 26 do mesmo mês. À semelhança do ano de 2009, o comissariado de selecção será constituído por João Pinharanda, Nuno Crespo e Delfim Sardo. 
Quem o diz é a ARTE CAPITAL aqui, mas o melhor é ir espreitando o site da Fundação EDP e esperar que ali seja publicado o regulamento de 2011 (o que está lá neste momento é de 2009, atenção!)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

RESIDÊNCIAS

As residências criativas UNESCO-Ascheberg,  para jovens artistas dos 25 aos 35 ano,s abrangem diversas disciplinas e países. Há mais informações aqui. O programa existe desde 1994, incluindo numa estratégia de fomento da diversidades cultural e do diálogo intercultural. As áreas artísticas são a música, as artes visuais e a criação literária. As formas de candidatura podem ser encontradas aqui.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

COMUM

Idioma Comum: Artistas da CPLP na Colecção da Fundação PLMJ inaugura na próxima sexta-feira 13 e  reúne obras de artistas da CPLP pertencentes à Colecção da Fundação PLMJ, constituindo a primeira mostra deste acervo no Espaço Fundação PLMJ, em Lisboa.


Comissariada por Miguel Amado poderão ser vistas obras de Abraão Vicente, Délio Jasse, Flávio Miranda, Ihosvanny, Jorge Dias, Julia Kater, Kiluanji Kia Henda, Lino Damião, Mário Macilau, Mauro Pinto, Mudaulane, Pinto, René Tavares e Yonamine 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

NGWENYA


Malangatana Valente Ngwenya, pintor Moçambicano, morreu com 74 anos e meio.

Malagatana tinha um andar arrastado lento, arredondado. Transportava o seu peso, as suas maleitas, todos os dias da sua vida sem grandes reclamações. Viajava muito e não reclamava. De Matalane para Maputo, de Maputo para Lisboa, de Lisboa para Maputo. Os seus pés inchados moviam-se pesados e firmes. Malangatana dançava marrabenta.
Malangatana tinha as órbitas salientes e um véu na menina dos olhos que denunciava descuidos de saúde. Pousava as vistas, antes fixava-as, num ponto sem se distrair de tudo em volta. E assim lia o que se passava.
Malangatana falava com voz grossa, profunda, enfumarada, escolhia o momento em que a sua boca se abria. E mordia.
Ngwenya quer dizer Crocodilo
Malangatana Valente Crocodilo morreu com 74 anos e meio. 


Nota: Não será difícil encontrar informações sobre Malangatana. Estão no documentário Ngwenya o Crocodilo de Isabel Noronha, aquiaquiaqui e em muitos outros sítios 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

10

O balanço de 2010 cultural em Moçambique feito por Jorge Dias no jornal O País, destaca 10 grandes realizações do ano. As Ocupações são uma delas. Pode ler-se aqui 

sábado, 11 de dezembro de 2010

DAKAR

O  Festival Internacional das Artes Negras nasceu realizou-se pela primeira vez em 1966 na capital do Senegal e em 1977, a sua segunda edição realizou-se na Nigéria
De 10 a 31 de Dezembro de 2010, durante o cinquentenário das independências dos países francófonos, Dakar volta a a receber artistas e público tendo como tema "Renascimento Africano" e o Brasil como país convidado. Os Moçambicanos Gonçalo Mabunda e Mauro Pinto serão dois dos artistas presentes.

Untitled from world festival on Vimeo.

MONGA

Celéstin Monga, economista camaronês com uma longa história de luta por melhores políticas no seu país, é entrevistado aqui. Fala de economia, de política, de justiça, e fá-lo a partir de dentro: dentro de África, dentro da Europa, dentro do Banco Mundial.
Em período de comemoração dos 50 anos de independência de muitos dos países africanos,  "Niilismo e Negritude" uma das últimas obras do camaronês, "parte de uma visão particular do niilismo (“A esperança é a verdadeira matéria-prima e a verdadeira riqueza da África, mas se trata de uma esperança niilista, confinada”, diz ) para rever o legado dos intelectuais que fundaram o movimento Negritude, como o antilhano Aimé Césaire e o senegalês Léopold Sédar Senghor, e propor, em ensaios curtos, reflexões sobre os saberes tradicionais africanos e os dilemas políticos contemporâneos do continente."

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

MAD

O Museum of Art and Design apresenta até Maio do próximo ano "The Global Africa Project". São mais de 100 artistas representados, entre eles o moçambicano Gonçalo Mabunda com o seu "Trono da Esperança". O New York Times escreve também sobre o assunto.

domingo, 28 de novembro de 2010

VIDEOBRASIL

A Associação Cultural Videobrasil é um centro internacional de referência para a produção contemporânea do Sul geopolítico do mundo. Desde 1991, cria ações voltadas para o fomento, a difusão e o mapeamento da arte da região, a formação de público e o intercâmbio entre artistas, curadores e pesquisadores.
Estão abertas as inscrições para o 17º Festival. Mais informações aqui

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MACUACUA

A Dança Contemporânea criada, coreografada e dançada por Moçambicanos, premiada em Bamako.

JR

The 2011 TEDPrize Winner JR exhibits his photographs in the biggest art gallery on the planet. His work is presented freely in the streets of the world, catching the attention of people who are not museum visitors. His work mixes Art and Action; it talks about commitment, freedom, identity and limit.


"I'm not trying to change the world but you know when I see a smile up there in the favelas, or down there in Cambodia, in a way I feel I achieved my goal" JR
O artista explica este projecto aqui

domingo, 7 de novembro de 2010

CAMARÕES

Estão abertas as candidaturas para residênciaspara jovens artistas em Kubo nos Camarões . Todas as informações aqui

"This is a new artist residency program introduced to enable the museum to interact with international artists. The museum is looking for motivated, talented young artists (24 to 35 years old) interested to participate in the residency program. The residency program runs for three months except the 4th Quarter Program which is 2 months 10 days."

sábado, 6 de novembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

24 Moçambicanos

Em simultâneo, em Maputo e em Lisboa , é lançado no próximo dia  23 de Setembro, às 18.30 o livro "Com as mãos 24 artistas Moçamabicanos" de Luís Abélard. Em Maputo será na AMF (Associação Moçambicana de Fotografia) e em Lisboa na sede da editora Babel, na Av. António Augusto Aguiar.

Luís Abélard fotografou 24 artistas moçambicanos, de Bertina a Pinto, passando por Malangatana e Jorge Dias, por Mankeu, Ídasse e Gemuce que são também contados em textos de Mia Couto, Luis Carlos Patraquim, Alda Costa, José Luís Cabaço, António Sopa, António Cabrita, entre outros. O resultado deste trabalho será apresentado no dia em que o fotógrafo faria 50 anos e contará, em Lisboa, com a apresentação de Alexandre Pomar e a presença do Embaixador de Moçambique em Portugal.



 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

LUANDA

Abriu ontem a trienal de Luanda com a exposição fotográfica "África".Outras informações podem ler-se aqui